quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Brincando com Lágrimas



 


        Clarisse se debruçou sobre a pia e começou a derramar grossas lágrimas, contando uma a uma.
        Analisava cada uma delas rolando, levando consigo rajadas do hábito negro que levava sempre nos olhos. Via na neblina de cada lágrima aquela dor que transbordava de seu ser.
        Havia decidido dar um tempo àquilo que de melhor tinha escolhido viver, desistiu de tudo que tinha por sentir que estava sendo o pior para o que tinha de melhor.
        Por cansar de ferir, Clarisse feriu-se, decidiu que preferia que aquela dor que sentia transbordasse toda de uma só vez.
        Clarisse transbordou tudo que tinha. Transbordou alma e banheira, afiou espírito e lâmina, e deitou-se em seu lençol úmido de dor.
        Tocou aquelas lágrimas nubladas, provou seu sal e seu amargor, em todo o sabor daquele sofrer.
        Com o fio da última angústia, fez escorrer a vida que pensava que não tinha, e viu fugir de dentro de si a cor da paixão que não sabia ser tão correspondida.
        Fechou os olhos para a escuridão que deixou, para o tudo que tinha e de que fugiu.
                                                                                                

sábado, 20 de agosto de 2016

Cidade dos Etéreos: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares - Ransom Riggs




        Esse livro, antes de tudo, é lindo! Capa dura, delicada, fazendo um tipo de releitura das capas de livros antigos, vem com uma luva que é demais, na qual pra mim, o maior detalhe é que ela é levemente cintilante, um detalhe que é bem especial, já que o livro tem uma base toda em imagens escuras, então essa cintilância, além do tom azul lindo da capa, deixam o livro com uma aparência mais leve.
        Enfim, essa obra, editada pela Intrínseca,  nitidamente foi escrita de um jeito totalmente diferente do primeiro, o que só faz amar muito mais o autor.
        Já tinha ficado claro no primeiro livro da série todo o talento de Riggs, mas escrevendo esse livro ele se superou ainda mais, afinal, escrever um livro com base nas imagens que se tem, é certamente complicado, mas dar continuidade a isso tendo que encontrar as imagens certas pra se encaixar no contesto, obviamente é ainda mais complicado, contudo, o autor não perde o brilhantismo.
        Ransom Riggs faz parecer muito fácil a tarefa de emendar uma história perfeita, continuar somando imagens impressionantes e mesmo assim permanecer com ela fechada.
        Sempre tenho medo de ler continuações, dificilmente elas se aproximam do primeiro livro. Muitas vezes os autores escrevem a continuidade porque o primeiro da série fez sucesso, e normalmente, por aquela história estar "encerrada" eles acabam não conseguindo fazer um trabalho tão bom quanto o primeiro.
        Isso não acontece aqui. Tanto quanto o primeiro, o segundo livro da série, "O Orfanato da Srta. Peregrine" não deixa espaços abertos, ele traz cada detalhe. Ele é um livro perfeito pra quem gosta de visualizar o que está lendo, porque a gente não precisa se esforçar muito pra ver o que tem ali, já que o autor parece estar de frente para o que está escrevendo, e com perfeição te leva pra junto dele.

        A Cidade dos Etéreos é um livro muito mais cheio de aventura e fantasia que o primeiro livro.
SIM, É POSSÍVEL!
        Muitas voltas acontecem nesse livro, momentos de verdadeira tensão são narrados, apresentando novos lugares e novos personagens, alguns de maneira impressionante, como os artistas do circo; outros de forma muito sutil, como é o caso de duas irmãzinhas que surgem em determinado ponto da história, e enchem nossos corações.
       
        De todos os personagens maravilhosos desse livro, o que mais surpreende é a Ave, acreditem, a própria Srta. Peregrine é quem mais nos impressiona nesse livro que tanto quanto o primeiro, é apaixonante e nos faz querer demaiiisssss ter nas mãos "Biblioteca de Almas", terceiro livro da série.
        Já estamos providenciando a a continuação dessa obra prima e esperando que Riggs continue nos surpreendendo e apaixonando.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares - Ransom Riggs


        Eu estou apaixonada.
        Muito obrigada Ransom Riggs. Muito obrigada Leya. Foram diversas as emoções.

        Você já deu uma olhada no antigo álbum de fotografias da sua avó ou daquela tia que guarda aquelas fotos que chegam a ser assustadoras?
        Não negue, se você já fez isso, com certeza, você se perguntou enquanto via aquelas imagens: Por que cargas d'água, alguém quer guardar esse tipo de coisa pra sempre?
        Então, finalmente alguém pensou em algo realmente bom, criativo e inteligente pra fazer com essas fotos.
        O orfanato da Srta. Peregrine é a coisinha linda mais criativa que eu já li.
        Admito, praticamente comprei o livro pela capa, como aposto que muita gente fez, pois as imagens são no mínimo instigantes. Além disso, fui ainda mais impulsionada a comprar o livro depois de assistir o booktrailer. Definitivamente não me arrependi nem um pouco.
        O que vem dentro do livro consegue ser ainda melhor que o que a capa e qualquer comentário possam trazer. Tanto que eu desafio qualquer um a não gostar desse livro. Simplesmente porque, quem ler, com certeza vai se apaixonar pela história. E se de algum modo, conseguir não se apaixonar pelo livro todo, alguma parte vai lhe agradar.
        Isso porque Riggs traz tudo nesse livro. Não da pra entender como alguém tem tanta criatividade pra conseguir juntar várias imagens dentro de uma história, sem em momento algum fugir do contexto, ou abrir espaço pra pensar que uma foto do fim do livro contradiz o que está escrito no começo dele. E isso ainda somado a uma capacidade de trazer romance, suspense, aventura, terror, drama, comédia; tudo em um mesmo texto, dentro de uma única história, inteiramente amarrada pelas imagens.
        Esse cara é demais. Até quem tem preguiça de ler e imaginar a história vai gostar, porque simplesmente os personagens estão ali, e quase que implorando pra que a gente volte e continue lendo a história tão linda deles e descobrindo que é que vem pela frente, quais respostas vão ser dadas e como.
        Terminei hoje o livro e já estou ansiosa, esperando pra receber A Cidade dos Etéreos.
        A continuação da história de Jacob Portman, personagem principal da história, sai agora pela Editora Intrínseca, a qual eu duvido que fique devendo em qualidade para a outra, pois ambas sempre se apresentam lindamente, o que dá pra perceber no booktrailer e na capa que também ficaram ótimos.
         Enfim, não há muito o que dizer sobre esse livro, a não ser: por favor leiam!!! Vale muito a pena acompanhar o Jacob, a Emma, o Millard, a Olive e todas essas criaturinhas, nessa história tão peculiar.
         Aposto que sua mente vai pegar fogo.


domingo, 3 de janeiro de 2016

Lugares Escuros - Gillian Flynn (Lido)


        Bom, quem acompanha o blog e a página, sabe (talvez não lembre) que em agosto, postei uma prévia da leitura de Lugares Escuros (aqui).
        Enfim, finalmente concluí a leitura, que, embora eu estivesse morrendo de vontade de concluir, ficou bemmmm atrasada devido a alguns percalços, além da pausa para a leitura de Caixa de Pássaros, do qual eu falei aqui (alguns livros são tão absurdamente bons, que precisam passar na frente).
        Mesmo assim, Gillian Flynn fez com que eu me arrependesse de ter levado tanto tempo, de ter tido que começar de novo.
        Mantenho totalmente minha ideia que se confirmou a cada página virada. Lugares Escuros é um livro muito bom, muito envolvente e mais, que desperta TODOS os tipos de sentimentos, é um livro pra leitores que viajam com cada linha.
        Muito bem disposto, Lugares Escuros não deixa lacunas. Ele apresenta cada tempo, cada lugar, cada personagem novo/antigo da maneira mais clara, nítida e adequada. Flynn rebate o tempo como poucos, chegando a dar a sensação de que estamos na memória de cada personagem, nos dando asas para ser um pouco de cada um deles e nos fazendo perceber que Libby não é a única responsável pelo título do livro.
        Admito que embora não seja um livro muito longo, tem um final que pesa um pouco por se ver meio arrastado. No entanto esse peso se torna válido, já que claramente é proveniente da riqueza de detalhes que chegam a nos colocar dentro da cena.
        O livro já inspirou filme (provavelmente filmes, porque eu quando li, assisti um na minha cabeça). Quanto ao filme oficial, dirigido por Paquet-Brenner, estou com medo de assistir, mais uma vez, culpa da riqueza de detalhes dados por Flynn, o que me faz julgar Charlize Theron um pouco "passada" pra interpretar a Libby (mesmo que ela esteja ótima pra idade dela, definitivamente não convence).
        Acho que se falar mais vou acabar entregando o livro, porque realmente da vontade de falar tudo. Mas sem spoiler, só da pra dizer que Diondra e Trey Teepano irritam e assustam, Runner da vontade de vomitar, Michelle é a pior criança do mundo e Patty faz pensar até...
        Bom, se continuar, eu entrego.
        Tem que ler pra acender todas as luzes.


domingo, 22 de novembro de 2015

Livros e filmes que inspiram!

Hoje fui incentivada a escrever através de três obras: minha mais recente leitura (As memórias da BRUXA ONILDA), o filme Beasts of no nation,produção original do Netflix e dirigido por Cary Fukunaga, e The Good Lie, dirigido por Felipe Falardeau.

Mas o que estes livros e filmes possuem em comum? Além do sentimento de coragem, aprendizagem e nostalgia causados na autora deste texto, também nos fazem refletir sobre a sensibilidade e fragilidade do ser humano.

Livros infantis sempre me encantaram! Além de possuírem belos textos e lindas gravuras nos ensinam, com uma simplicidade ímpar, como enfrentar as durezas da vida de forma sutil e delicada. Quando nos tornamos adultos as coisas não ocorrem deste modo. Infelizmente aprendemos lições após repetir diversas vezes o mesmo erro, sendo que, em algumas oportunidades, este erro compromete alguma parte importante da nossa vida. 

A Bruxa Onilda conta, em suas memórias, todos os preparativos para o seu nascimento, sua aprendizagem para se tornar bruxa, a admiração que tem pela mãe, entre outros. É preciso dizer que a ilustração do livro é encantadora como o texto. 

Não lembro a idade que tinha quando comecei a ler os livros da Bruxa Onilda, porém consigo lembrar as sensações agradáveis proporcionadas pela leitura, sendo que revivi tais sentimentos ao adquirir a obra, na livraria Bamboletras, em Porto Alegre, a qual, diga-se de passagem, é um lugar maravilhoso. Qualquer leitor se sente feliz naquele ambiente. Após um final de semana tumultuado, precisava sentir um pouco de paz e carinho que sabia que o livro me proporcionaria.


Quero ler novamente todas as obras da Bruxa Onilda, Bisa Bia Bisa Bel, A Bolsa Amarela, O Batalhão de Letras, enfim, todos os clássicos infantis! Espero um dia poder compartilhar com meus filhos este amor pela leitura, e que eles possam, depois de muitos anos, ter sentimentos semelhantes aos meus!

Em relação ao filme Beasts of no nation, este conta a história de Agu, que perdeu o pai e o irmão mais velho durante um conflito em algum local da África, foi separado de sua mãe e irmãos e foi compelido a se unir a um grupo de batalha para manter-se vivo. Além de passar por um pesado treinamento militar, absurdamente inadequado para uma criança, ele é compelido a matar, usar drogas, presenciar estupros e outras situações horríveis e decorrestes de uma guerra. O interessante é que em nenhuma oportunidade seus pensamentos se distanciam de sua mãe, sendo que os ensinamentos dela sobre a necessidade de manter a fé estão sempre presentes.


O filme The Good Lie também mostra, no início, os horrores que as crianças vivem em uma guerra, sendo que após demonstra a trajetória destas crianças em um campo de refugiados e como as suas rotinas mudam ao conseguirem vir para os Estados Unidos. A simplicidade, bondade e ingenuidade dos personagens impressiona durante todo o enredo. 


Penso que as crianças deveriam aprender com livros infantis sobre a vida, e não lutando em uma guerra. Fiquei aterrorizada refletindo sobre o fato de que realmente, em algum lugar do mundo, há uma criança sendo submetida a este tipo de tratamento. 

No exercício da minha profissão  presenciei os mais diversos tipos de crueldade aos pequenos. Ontem, ao atender uma cliente muito humilde, vi que sua filha lia um gibi em voz alta muito velho do Tio Patinhas. Perguntei o que ela mais gostava de fazer e a resposta foi rápida: ler! Mas tu gosta de ler o que? Tudo! Eu eu, cansada de trabalhar, desanimada por presenciar tantas situações desesperadoras ao longo do tempo pensei: ainda há esperança!

Não acredito que a leitura, como exercício, pode mudar o mundo, mas pode mudar a condição social daquela criança, pois pode exercer o fascínio do aprendizado e aumentar a sede de conhecimento daquele pequeno ser. Se ela tiver perseverança, vontade e muito estudo, tenho certeza que o mundo daquela menina vai mudar! Sem dúvida o mundo de muitas crianças mudaria!

Em suma, aí está o resultado do poder da leitura: a expansão de horizontes! Disse mais ou menos assim a professora Ruth ao seu aluno no filme The longest ride: -"Você pode ser o que quiser"! E ele foi um astrofísico. Portanto: leiam, protejam, incentivem! Vamos sair do nosso ambiente de conforto e nos permitir imaginar, criar, refletir, enfim, pensar, sendo que todas estas ações são extremamente prazerosas quando temos a imaginação de uma criança!

- E do que eu mais tinha medo era aprender a dirigir uma vassoura! - Disse a Bruxa Onilda. 

domingo, 1 de novembro de 2015

Não é uma prova de amor!
Não, é uma prova de amor!


         Já há tempos, li um texto que dizia algo que a gente realmente só entende depois que um tempo passa, depois que a adolescência passa, e a gente abre os olhos de um modo que nos permite ver o mundo como ele de fato é.
        Mães más é um texto que faz pensar muito sobre atitudes das crianças, e mesmo dos adultos que vemos hoje.
        Eu fui uma criança, e sobre tudo, uma adolescente extremamente maltratada, graças a Deus. Sim, graças a Deus. Porque meus pais me transformaram num ser humano digno de mim, e que sabe se por no lugar das outras pessoas, que sabe respeitar, que sabe ser gente.
        Me lembro claramente de quando eu era criança, que meu pai tinha um preguinho na parede, com um cinto pendurado.
        Lembro perfeitamente de nunca ter apanhado com aquele cinto, até porque bastava o não. Mesmo que rolasse uma birra (porque criança é criança, e adolescente sabe ser pior), bastava um olhar mais sério, uma voz mais firme, e já ficava claro que era melhor nem tentar. "E se quiser chorar chora, que chorar não mata ninguém". "É melhor tu chorar agora que depois eu chorar por ti".
        Eu não entendia isso, não entendia mesmo. Porque eu não podia brincar com meus amigos na rua? Porque eu não podia ir na festa com as minhas amigas?
        Há uns 3 anos, conversando com minhas amigas da adolescência, da época das festas, mas ainda de hoje, elas falaram de alguns percalços que tiveram voltando de festas, e disseram que até se divertiram, mas que sabem dos riscos que correram, e que eu tinha sorte de os meus pais não terem me deixado ir.
        Sorri por dentro, de gratidão, de alegria, de amor. Sorri por dentro no mesmo tanto que chorei por fora quando ouvi: não.


        Tenho ouvido muito ultimamente que, não é o maior ato de amor que um pai e uma mãe podem praticar. E todos os dias vejo algo que demonstra isso. Mas esse é um ato difícil, especialmente porque mães têm que ter paciência para dizer não, para educar.
        Quando uma mãe é má, ela acaba enfrentando um filho mau. Quando diz não, ela acaba se enrascando, se prendendo, tendo que explicar o porquê, tendo que ouvir choro, tendo que ouvir os típicos e dolorosos: "Tu não é minha mãe". "Te odeio". "Tu não gosta de mim". "Eu vou embora". Crianças são cruéis.
        Soube de um caso em que um pai disse para a filha que ela estava de castigo e ela falou que ia ligar para o conselho tutelar e denunciá-lo por maus tratos, ao que ele pegou o telefone, entregou pra ela e disse: liga, liga agora, não deixa pra amanhã. Santo remédio, ela não deu mais um pio.
        Pais, o mundo está de cabeça para baixo porque vocês são mais fracos que seus filhos. Não sejam preguiçosos. Levantem-se, digam não, expliquem a razão, coloquem de castigo. Não de castigo com o celular na mão, ou de castigo na frente da TV. Castigo é castigo, é pra tirar, não pra dar, e a criança tem que saber porque está perdendo o que está perdendo. 
        Pais, saibam que seus filhos não vão te odiar porque não comeram sorvete antes do almoço ou porque não foram naquela festa que "todo mundo vai". Eles vão te amar, porque vão ser saudáveis, íntegros e vão saber, antes que seja tarde, que ninguém é obrigado a brincar do jeito deles. Porque mais cedo ou mais tarde, ele vai ouvir que não, mas se estiver acostumado, as coisas vão ser bem mais fáceis.
        Pais, não importa se eles têm 6 meses ou 16 anos, eles entendem sim o significado da palavra "não", especialmente se você ensinar. Eles não são apenas bons atores, especializados em drama. Eles são mais inteligentes que vocês imaginam.
        Pais, o  mundo não é obrigado. O mundo precisa do seu não. 
        "Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: não há suficientes mães más".

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O melhor de Mário Quintana 

Há alguns meses atrás tinha visto este livro na Livraria Cultural, na Unisinos. Abro um parênteses para dizer que este é um lugar especial, pois ali namorei tantos outros livros e compartilho o amor por eles com minhas amigas queridas. Voltando. Li o livro, mas não podia levar. Falei com ele: Volto por ti! E hoje, dia 22.10.15, voltei! E não me arrependi. Que livro fantástico, iluminado! Não foi por menos que Érico Veríssimo disse que "Quintana era um anjo disfarçado de homem!". Seus poemas têm luz, imagem, delicadeza, mas também firmeza e verdade. 



Leio o "Verso Avulso" e consigo imaginar Deus tecendo uma enorme rede de puras estrelas. Tem tanta vida e verdade descrita em "O mapa". Tento amor e delicadeza em "Cecília". Sutileza em "Bilhete", história em "O velho do espelho e ironia e humor em "O poeminho do contra".

Além dos poemas, as descrições realizadas pelos organizadores também são verdadeiras. Incorporam a vida do autor com sua poesia ao dissertar sobre o desenvolvimento de ambas. A organização de determinados versos com situações específicas é pertinente e bem estruturada.

Ainda, acredito que as fotografias espontâneas revelam o verdadeiro espírito do ser humano. Vejo nas maravilhosas fotos que constam na obra os olhos de um menino que estão em um corpo repleto de sabedoria. 

Em suma, sinto-me feliz e em paz por ter lido essa obra. Imaginei as ruas, os pássaros, os momentos e os sentimentos. A poesia de Quintana é para ser levada no coração, sempre.

"- E é tão puro o silêncio agora!"